sábado, 21 de julho de 2012

Oficinagem, livro e mundos no 18. Cole



 
Wenceslao Machado de Oliveira Jr., da Faculdade de Educação da Unicamp  
no minicurso 
Gritos e falas cartográficas: arte, escola, expressão

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A oficina coloca em movimento algumas potencialidades dos mapas e da linguagem cartográfica buscando ampliar as margens da cartografia escolar se e quando esta incorpora em seus estudos e práticas a dimensão expressiva, ficcional, fabulada, fazendo-a deslocar-se das dimensões comunicativa e informativa à qual ela atualmente se vincula quase que exclusivamente nos ambientes escolares. A partir de materiais disponibilizados na própria oficina e das miradas e conversas com obras de arte atravessadas pela linguagem cartográfica, propõe-se que os participantes criem suas próprias obras com, nos, através dos mapas, efetivando eles mesmos rasuras, gagueiras, vazamentos nos mapas, promovendo a deriva deles, deixando-os flutuar por aí assumindo novas potências para configurar mundos, ideias, pensamentos, expressões: falar e gritar cartograficamente.
  
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Bordado Geopoético de ANNA BELLA GEIGER 
 linguagens cartográficas

Para outros trabalhos apresentados por Wenceslao no início da oficina,
  faça o download do Catálogo da 8º Bienal Mercosul


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 A OFICINAGEM








 

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O livro do Travessia  


de presente para os participantes


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Enfim:
Revista Leitura: Teoria e prática com artigo publicado:

CORPOLIDO-ESCRITO: intensificações de sentido na tecelagem de uma leitura-escrita.
Livro de resumos com o resumo publicado,
despesas de viagem 
e o mundo como mouse pad...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Aquarelar-pensar-corpar



Uma descarga de cores intensas buscam ar.
Abafadas num fluxo.
Ar, ar?
O fluxo pelo fluxo deságua em não-ser.
A ordem é identificar. Identidade!!!! Como?
Vermelho é vermelho, amarelo é amarelo, azul é azul, ... é, é, é
Extrair do fluxo identidades provisórias, velando, velando.
Não, identidades, não. Não é isso!
Achei!
Singularidades, provisórias, um ar fresco no caos. Uma brisa.
Singularidades do azul velando-se em tom sobre tom.
Guardando, num dobra de tons, um dentro de seu fora.
Singularidades de amarelos, velando vermelhos, guardando calor.
Singularidades de verdes que demoram a se mostrar, receiosos em tomar identidade.
Um de muitos.
E continuamos velando, velando, velando.
Velando-cuidando-zelando-zelando-cuidando-velando....
(Margareth Rotondo, 2012)











Uma visita especial:

FILIPE SANTOS FERNANDES

Li certa vez que o tempo  desenha um  rosto que ignoro.  Talvez, por buscar um sentido em mim para tal frase, prefiro falar de processosFui graduando em Licenciatura em Matemática pela UFJF. Porém, ao rememorar esse  período, lembro-me principalmente dos  amigos que tenho trazido comigo. Com alguns, tive bons momentos de leitura; com outros, bons momentos de conversa; alguns, fiéis companheiros  de Bar da Esquina. Lembro-me também de mestres. Minha primeira (e ainda) mestre é amiga do meu atual mestre. Sinto-me amigo dos dois. Quem sabe por isso a opção por cursar o Mestrado em Educação Matemática na UNESP de Rio Claro. Gosto de lasanha, cerveja e brócolis, mas cada um desses gostos ao seu tempo (já tentei fazer lasanha de brócolis acompanhada de cerveja, mas não recomendo). Atualmente, faço outros amigos. Boa parte deles são membros do Grupo História Oral e Educação Matemática, do qual também faço parte. Entretanto, o que mais sinto hoje é a saudade de alguns amigos. Talvez aqui possa reencontrá-los… (Do livro Entre composições: formação, corpo e educação)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

AQUARELAR




Amarelar, azular, vermelhar.
Velar amarelando.
Velar azulando.
Velar vermelhando.

Velar: véu de cores, véu sobre véu, sobre véu, véu, sobre...
 Sem se deixar ver: ver, interceptando cores novidadeiras, na superfície, na pele.
 Velar, desvelando: rosar, roxear, esverdear. Marrom?
 Amarelar vermelhando, vermelhar amarelando, azular vermelhando, vermelhar azulando, azular amarelando, amarelar azulando.
(Margareth Rotondo, 2012)  





Às verdades da inteligência, falta a marca da necessidade
(Deleuze em Proust e os Signos)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ode à alegria: Daniel, Schiller, Beethoven e o bordado

Uma diagonal é traçada: Bordar-filosofar.
O que se dá na dobra fazer-pensar?
O tema: A força da alegria
A voz: Daniel Lins
Os interloctores: Deleuze, Clement Rosset, Beethoven e Schiller

Post para ler-ver escutando a Nona.

"Consegui! Consegui! Enfim encontrei a Alegria!" Assim jubiloso, Beethoven acolheu em seus aposentos o seu secretário, um fa tutto chamado Schindler. Imediatamente sentou-se ao piano e dedilhou-lhe a façanha. Encontrara afinal a solução, busca há anos, que lhe permitira musicar os difíceis versos da An die Freude (Ode à Alegria) de Schiller. Depois de 32 anos de hesitações, de idas e vindas, de prostrações, deu então por acabada a Nona Sinfonia. Quando jovem ainda em Bonn, Ludwig van Beethoven comoveu-se com o conteúdo do poema ao lê-lo em 1792, impressionando-se para sempre com a maravilhosa exaltação à fraternidade humana dos versos de Schiller.



Ode à Alegria de Friedrich Von Schiller, tradução do original, tal como se canta na Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven.
(Barítono)
Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!

"A alegria não trabalha com o sujeito. O sujeito, na alegria, são os blocos de afetividade, são coletividades, sujeito-multidão, sujeito-matilha" (Daniel Lins).

(Tenor solo e coro)
Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.
"A alegria não precisa da razão. Sem razão, o que sobra? Sobra tudo, diz Clement Rosset. Sobra a arte. E o que é a arte? A invenção constante da vida. E como que se inventa a vida? Sendo simples. E como se é simples? Saindo da reflexão. E como é que se sai da reflexão? Pensando!" (Daniel Lins)
(Coro)
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora.

Pensando?
"Pensamento como máquina desejante e ao mesmo tempo como relação de ética e estética dos afetos. O que nos dá uma responsabilidade imensa diante desse sujeito-matilha" (Daniel Lins).
 "A alegria é uma construção social, uma construção desejante" (Daniel Lins).
"Mergulhar na alegria não é sem consequência" (Daniel Lins).
 "A alegria se transforma em uma ética-estética dos afetos" (Daniel Lins).
 "Para ser alegre, eu tenho de me perder, sem garantias de me encontrar" (Daniel Lins).
"E o encontro é a experiência" (Daniel Lins). 
A íntegra da conversa de Daniel Lins: A alegria como força revolucionária, ética e estética dos afetos.
A resenha do livro de Clement Rosset: Alegria força maior.

Para o livro:


O que se deu na dobra pensar-fazer?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Somente pela arte podemos sair de nós mesmos


Somente pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que um outro vê desse universo que não é o mesmo que o nosso e cujas paisagens permaneceriam tão desconhecidas para nós quanto as que podem existir na lua. Graças à arte, em vez de ver um único mundo, o nosso, vemo-lo multiplicar-se, e quantos artistas originais existiem tantos mundos teremos à nossa disposição, mais diferentes uns dos outros do que aqueles que rolam no infinito e, muitos séculos após se ter extinguido o foco do qual emanavam, chamasse ele Rembrandt ou Vermeer, ainda nos enviam o seu raio especial.

Marcel Proust, O tempo reencontrado

Continuamos com Proust e os signos de Deleuze. 
Exercício de hoje: velados.